RD Consultoria - Consultoria no Ramo da Saúde
 Home  Empresa  Fórum  Eventos  Downloads  Links 
Registro Tópicos Activos Membros Pesquisar Favoritos FAQ
Utilizador:
Password:
Guardar Password

Logotipo.jpg

Empresa

*        Introdução

*        Histórico

*        Conquistas da RD

*        Sobre a Empresa

*        Clientes

*        Cases de Sucesso

Assessoria e Consultoria

*        Gestão de Licenciamento Empresarial

*        Estratégia e Desenvolvimento de Pessoas

*        Estratégia e Intermediação para a Qualidade

*        Estratégia e Intermediação de Negócios

*        Gestão de Custos e Controladoria

*        Gestão Executiva em Saúde

Serviços on line

*        CNPJ

*        CCM

*        CNES

*        Processos Municipais

*        Diário Oficial

*        Legislação

Saiba mais sobre

*        Definições da Qualidade

*        Princípios da Qualidade

*        Mandamentos Qualidade

*        Fundamentos Gestão da Qualidade

*        Acreditação em Saúde

*        Alvará Sanitário

*        CNES

*        Biossegurança

*        PGRSS

*        Limpurb

*        Auto de Funcionamento

*        AVCB

*        Artigos

Informações Adicionais

*        Contato

*        Consultores

Rua Manuel de Oliveira Rocha, 200 A Pq Maria Domitila – São Paulo/SP.

CEP 05128-040

(11) 3901-6734

(11) 3902-5681

Nossas Referências

logo_glgroup.gif

 
 

 
 Todos os Fórums
 Motivação, Neurolingüistica e Recursos Humanos
 A ética no relacionamento - empresa e colaborador
 Versão para Impressão  
Autor Tópico Anterior Tópico Próximo Tópico  
ronaldo


Brazil
14 Mensagens
Publicada - 12 Fev 2009 :  04:28:43  Ver Perfil  Enviar E-mail  Responder com citação Enviar mensagem privada a ronaldo
A ética no relacionamento entre a empresa e colaborador

A relação entre empresa e colaborador pode vir a contribuir para uma maior produtividade e uma vivencia profissional mais agradável e eticamente correta.

Administradores, quaisquer que seja o tamanho da organização, se perguntam ou deveriam se perguntar ate que ponto as empresas devem prezar pela ética, e o que os comportamentos éticos podem vir a trazer de bom e interessante para a mesma. Por outro lado, colaboradores também se questionam o quanto seus empregados são éticos em relação aos mesmos e o que eles demonstram nas condutas adotadas no relacionamento entre empresa e colaborador.

São lados opostos que refletem sobre um mesmo assunto e formam opiniões divergentes, já que a visão de cada parte envolvida ocorre de um anglo diferente. Porem não é assim que deveria ocorrer, uma vez que há uma interdependência entre colaborador e empresa na qual, cada conduta de uma parte para a outra, ira gerar uma nova conduta baseada nos valores éticos adotados pela anterior.

Moreira (1999) afirma que alguns comportamentos éticos são classificados como legais e outros, porem soa tidos como éticos, mas sem o respaldo da lei. Essa afirmação mostra que há duas maneiras que fazem com que a empresa aja eticamente: por meio da cobrança e fiscalização por parte das autoridades quanto á adoção das condutas éticas legais ou, no caso das condutas éticas que não tem o respaldo da lei, as empresas fazem o uso de comportamentos éticos conforme essas condizem com seus valores.

James Burke (1987, apud Aguiar, 1996 p. 11-12) afirma: acredito que há uma necessidade profunda e intensamente humana de confiança, honestidade, integridade e conduta ética com as pessoas com quem criamos importantes relacionamentos. Alem do mais, acredito que esse imperativo moral deve motivar empresas a se esforçarem para satisfazer essa necessidade que diz a respeito a todos os seus constituintes, clientes empregados, enfim todos os que dela dependem. “E, finalmente, acredito que as empresas que são mais consistentemente éticas em sua conduta serão, em media, mais bem-sucedidas”.

Quando James Burke afirma que é da cultura humana a necessidade de comportamentos éticos, pelo menos com pessoas com quem há de se relacionar, pode-se considerar incluso nessa afirmação o relacionamento entre colaborados e empresa. A partir do momento que se estabelece essa relação, deve-se buscar subsídios para que essa parceria seja fundamentada em condutas honestas, em confiança de ambas as partes para que os resultados dessa parceria sejam os melhores possíveis.

Partindo do principio de que a consciência de cada individuo é formada por determinados valores éticos e morais, por mais particulares que sejam, ele já age de uma maneira a qual ira adotar esse valores pessoais. Atitudes para que esses indivíduos são éticas podem não ser consideradas como tais por outros indivíduos. Geralmente os valores de uma empresa condizem ou são fundamentados nos valores de uma empresa de seus gestores ou fundadores. Assim cada empresa tem uma cultura diferente, classificando, com base em seus valores, suas condutas em éticas ou antiéticas.

Como falado anteriormente, no relacionamento entre a empresa e colaborador, ambos usam de condutas na interação existente e necessária no relacionamento, no convívio que a parceria exige. Confrontando essa afirmação com o principio acima de que cada individuo tem valores específicos, pode-se afirmar que condutas que o colaborador adota em relação á empresa e as considera éticas, podem ser consideradas como antiéticas no ponto de vista dessas organizações. Da mesma forma ocorre quando a empresa adota condutas, consideradas éticas por ela, mas que podem parecer ou ser antiéticas perante os valores do colaborador.

Surgem então conflitos de opiniões que exigem flexibilidade, tanto da organização quanto do colaborador. Há a necessidade de que ambos entrem num acordo quanto a classificação de determinadas condutas, se são éticas ou não.
Desde o recrutamento ate a seleção de um colaborador são estabelecidas relações entre a empresa e o mesmo. O próprio processo de recrutamento e seleção feito pela empresa, à admissão de colaboradores, o treinamento, enfim, todos são processos nos quais a empresa deve realiza-los obedecendo ás regras legais e respeitando o colaborador.

No momento do recrutamento, por exemplo, é antiético por parte da empresa colocar como restrições critérios como raça, idade, aparência, condições social, enfim, qualquer fator que venha a discriminar um possível candidato á vaga. Não só no recrutamento, mas também durante toda a vivencia profissional, deve haver respeito com o colaborador, estabelecendo uma parceria entre a empresa e o colaborador, fundamentada em princípios éticos.

Há casos em que a empresa pode numa seleção usar algum critério que não seja ético, mas como ele é legal, ela usa-o mesmo assim. Porem, caso sejam discriminadas numa seleção devido a raça, por exemplo, a empresa estará desrespeitando a lei, já que no Brasil preconceito racial é crime. (Moreira, 1999). Mas não é só em processos de recrutamento e seleção que a empresa pode ser antiética. Na vivencia profissional do colaborador podem estar implícitas atitudes nem um pouco éticas da empresas, mas que a mesma adota, pois é o mais conveniente a ela.

As condições do ambiente no qual o colaborador trabalha, como a segurança, ventilação, limpeza, iluminação, enfim, quaisquer condições que possam vir a prejudicar a integridade física do individuo são pontos onde a empresa deve prezar para a satisfação do mesmo, oferecendo-o condições para trabalhe de maneira eficiente. Exposição do colaborador a constrangimentos diante dos colegas, remuneração adequada compatível com a função que o colaborador desempenha, horários de trabalho, abuso de poder pelos superiores, assedio sexual, etc.

Enfim, são varias as situações onde a empresa pode deixar a desejar no relacionamento que ela mantem com seus colaboradores, uma vez que todos merecem salários dignos da sua função com os quais possam atender ao menos suas necessidades básicas, sem que para isso ele seja exposto a algum tipo de constrangimento.

A partir do momento que o individuo envia seu currículo para a empresa e submete-se a uma seleção, este já esta participando de um ciclo onde há uma grande interação entre ele e a empresa, onde há troca de informações e ações entre ambos. A duração desse ciclo pode ser curta (caso o individuo não esteja selecionado) ou pode ser longa (caso o mesmo venha fazer parte do quadro de colaboradores da empresa). Porem, a relação entre a empresa e colaborador não termina com a demissão do colaborador. Mesmo depois de o colaborador deixar a empresa (seja por vontade dele ou da empresa), o mesmo ainda mantém uma relação com a organização, mas não na mesma intensidade de quando ele era colaborador.

Durante esse período descrito anteriormente o colaborador se torna obrigado a tomar algumas atitudes, as quais serão tidas como éticas ou não, vindo a depender dos valores morais do indivíduo, o que é muito pessoal e relativo. Porém, a empresa pode vir a interferir nessas atitudes impondo sanções em caso de más condutas.

A principal condição para que os colaboradores não venham a agir de forma antiética é que estes estejam felizes em seu ambiente de trabalho. Isso ocorrerá se a empresa oferecer um ambiente adequado e agradável e também se o colaborador gostar da sua profissão. Ou seja, a primeira obrigação do colaborador no decorrer de sua vivência profissional é antes de tudo, gostar da sua profissão. “A escolha da profissão implica o dever do conhecimento e o dever do conhecimento implica o dever da execução adequada” (SÁ, 2001, p. 150).

Sá (2001) afirma que o indivíduo deve tornar seu trabalho prazeroso para que o mesmo seja rentável, produtivo. Esse prazer pode propiciado pela empresa ao oferecer boas condições de trabalho (ambiente, salário, benefícios, valorização do indivíduo), mais principalmente por ele mesmo, ao se auto-estimular.

O fato de usar o telefone da empresa para realizar um interurbano é uma atitude de má conduta do colaborador. Essa situação pode ser coibida caso a empresa adote regras como cobrar essa ligação do colaborador (se descoberto). Porém sabe-se que não é punindo que se vai conseguir mudar as atitudes dos colaboradores, mas sim os submetendo a cursos e palestras mostrando a importância na ética também no ambiente de trabalho.

A situação citada acima é apenas um exemplo de como o colaborador pode ser antiético na sua vivência profissional. Usar o telefone para ligações particulares, usar ou pegar materiais de escritório da empresa para uso pessoal, usar o horário de trabalho para realizar atividades pessoais (principalmente sem o consentimento do superior), comentar assuntos sigilosos da empresa com pessoas fora da organização, denegrir a imagem de colegas, enfim, todas as condutas nas quais é necessário que o indivíduo aja eticamente, o que vai depender de seus valores éticos e morais pessoais.

No mundo globalizado que as empresas encontram-se atualmente, a concorrência é acirrada de tal maneira que obriga as empresas a estarem sempre buscando a melhoria contínua. Essas por sua vez, buscam sempre essas melhorias na parte de produção ou de processos. Porém muito pouco ou quase nunca é focado na parte de relacionamentos entre a empresa e os colaboradores, relacionamentos que afetam diretamente os processos e a produção de uma empresa. Nesse ponto é que pode ser pensada a implementação da pesquisa de clima organizacional a fim analisar o ambiente interno e apontar aspectos críticos pelos quais estão passando a motivação dos colaboradores da empresa, por meio da apuração de seus pontos fortes, dificuldades, expectativas e objetivos. Diante do exposto acima, pode-se então não observar o quão importante é a relação entre empresa e colaborador e o quanto ela pode vir a contribuir para maior produtividade e vivência profissional mais agradável e eticamente correta.

REFERÊNCIAS
AGUILAR, Francis Joseph. Ética nas Empresas: Maximizando Resultados Através de uma Conduta Ética nos Negócios. Tradução Ruy Jungmann. Rio de Janeiro: J. Zahar, 1996.
FERRELL, O. C.. Ética Empresarial: Dilemas, Tomadas de Decisões e Casos. 4.ed.Rio de Janeiro: Reichmann e Affonso, 2001
MOREIRA, Joaquim Manhões. A Ética Empresarialno Brasil. São Paulo: Pioneira, 1999.
SÁ, Antônio Lopes de. Ética Profissional. 4.ed.São Paulo: Atlas, 2001.

Ernando Fagundes é acadêmico da 7ª fase de Administração da Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina – comercial@luplast.com.br


Revista Banas Qualidade
Ano XVII – Data: Novembro de 2007 – Nº. 186


   
 
 


Ir Para:

Definir como a sua página de entrada por defeito Adicionar aos favoritos Privacidade   Informar sobre bugs © 2010 RD Consultoria RD Consultoria Ir para o topo da página